Barra Fixa

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Barra Fixa

Mensagem  titusonline em Dom Fev 03, 2008 4:45 pm

Na barra fixa executam-se, exclusivamente, séries de movimentos de impulsos, que são apresentados sem quaisquer interrupções. Trata-se de uma prova de competição somente masculina.
Das séries dos grandes campeões constam-nos, principalmente, rotações gigantes, oitavas e rotações em torno do eixo longitudinal, bem como elementos de voo (elementos sem pegas das duas mãos). Além disso, são muitos valorizados os elementos que permitem uma rápida mudança de movimentos próximos e distantes da barra. A suspensão dorsal aparece muito na barra fixa, assim como no esquadro, cuja execução na barra fixa é mais difícil do que no cavalo de alças e nas paralelas, porque se deve rodar as mãos ainda mais para dentro. Isto não leva a melhores condições para a pega das mãos.
Na barra fixa não se consegue alcançar o apoio para o esquadro, podendo executar-se apenas movimentos para frente. É necessário ter bastante coragem, já que os movimentos são executados de grande distância do eixo de rotação e com muita velocidade. Também as saídas, como o salto mortal triplo e os saltos para trás e para frente com meia volta oferecem um grande risco. A ginástica na barra fixa exige muito das palmas das mãos. Acostuma-se a isto, usando-se protectores de couro e cuidando das mãos com os meios adequados após o treino.
Para facilitar a aprendizagem dos exercícios de barra fixa, é utilizada a barra baixa. Permitindo-se desta maneira, maior segurança e auxílio por parte do instrutor ou professor.

3.1. Tipos de pegas
As pegas podem ser de dois tipos:
• Em pronação (fig.2);
• Em supinação (fig.2).







Fig.2- pega em pronação e pega em supinação.

3.2. Apoio
Diz-se apoio quando os pontos de sustentação do corpo estão sobre o aparelho.

3.3. Suspensão
Quando os pontos de sustentação do corpo estão abaixo do aparelho.

3.4. Medidas da Barra Fixa
A altura da barra numa competição oficial para adultos é de 2,50 m (fig.3)











Fig.3- Aspecto e medidas oficiais da Barra fixa.






3.5. Apreciação Metodológica da Barra Fixa
Para melhor compreendermos a técnica dos movimentos da barra, é necessário lembrarmos da teoria sobre a curva de Hufte (fig.4).








Fig.4- Curva de Hufte, método como se desenvolvem todos os esquemas da Barra Fixa.

Quando um corpo móvel gira em torno de um eixo fixo ao qual está preso, haverá uma aceleração se houver um encurtamento do raio. Este princípio é muito importante, pois se o corpo se desequilibrar, entrando, assim, em movimento de rotação em torno da barra e mantendo-se rígido durante toda a trajectória, ele não completará a volta em torno do eixo (barra). O corpo só conseguirá permanecer em rotação se for produzida uma força que provoque a impulsão necessária. Esta força é obtida pelo encurtamento do raio através da flexão dos segmentos do corpo, durante a execução dos exercícios.
Outra particularidade deve ser observada para o praticante do aparelho, é a de dividir-se o plano perpendicular à barra em quatro quadrantes. Os exercícios serão observados e analisados durante a sua passagem em cada um dos quadrantes. As saídas são feitas no quarto quadrante (fig. 5)









Fig.5- aspecto dos quatro quadrantes da Barra Fixa.

3.6. Na barra podemos dividir os exercícios nos seguintes grupos:
a) Voltas
São todas as voltas executados sem forçar a articulação escápulo-umeral.
- Voltas com corpo estendido
- Voltas com corpo carpado
- Voltas com os pés em contacto com a barra

b) Voltas de ombro
São aquelas que forçam a articulação escápulo-umeral.

c) Elementos com largadas

d) Kippes



4. Exercícios de Barra Fixa

5. Subida de Frente
Fig.6- Elemento de Subida de Frente na Barra Fixa.
5.1. Aspectos técnicos importantes:
• Suspensão com as mãos em pronação e com o polegar por baixo da barra.
• Elevação do corpo à barra por flexão dos membros superiores, e simultaneamente elevar a bacia.
• Flexão ligeira da cabeça para trás quando a zona da bacia chega à Barra.
• Rotação das mãos, extensão de membros superiores e corpo para ficar em apoio.
• Posicionamento dos membros inferiores em extensão durante todo o movimento.
• O elemento é tecnicamente mais correcto, quando o aluno consegue elevar o tronco e a bacia em simultâneo. A flexão dos membros superiores elevando o queixo à barra antes de iniciar a subida e rotação da bacia, é mais fácil mas menos estética (fig. 7).





Fig.7- Subida de frente com flexão dos membros superiores

5.2. Erros Frequentes (a evitar)

• Falta de força nos membros superiores para elevar o corpo.
• Dificuldade em subir a bacia, para a Barra.
• Exagerada flexão da cabeça atrás, e/ou flexão efectuada muito cedo.
• Flexão dos membros inferiores durante todo ou parte do elemento.
• Falta de tonicidade geral.

5.3. Ajuda

Se o aluno tiver alguma força, bastará ajuda-lo um pouco com uma mão nas costas (zona lombar) a elevar o corpo para a Barra e, com a outra mão no ombro, rodá-lo atrás para cima da Barra. Se o aluno tiver pouca força será necessário fazer mais força para lhe puxar os membros inferiores e a bacia para a Barra e aí, a ajuda deverá incidir nos membros inferiores e na zona da bacia, mas logo que ele tenha o corpo encostado à Barra o ajudante deverá rodar-lhe o ombro. Ao ajudar no ombro rodando-o para trás, estará a colocar o aluno numa trajectória correcta de movimento e ele sentirá mais facilidade em flectir a cabeça atrás e em rodar as mãos mantendo a bacia encostada à Barra (fig.Cool.
Fig.8- Processo de ajuda na Subida de Frente.

5.4. Exercícios de Flexibilidade
5.5. Exercícios de força

5.6. Acções Motoras Predominantes
• Retropulsão
• Fecho
• Abertura

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